AVALIAÇÃO, PRESCRIÇÃO e TREINO: Os pilares essenciais para uma prática saudável!


A prescrição de exercício sugere algo que vai além da simples tarefa de identificar os melhores exercícios para determinado grupo muscular. Carneiro (2011) subentende a prescrição de exercício fisco como a prescrição de um medicamento, onde cada profissional deverá especificar quais os aspetos quantitativos e qualitativos, atendendo a um processo sistemático e individualizado. Nesta linha, a orientação do treino deverá acompanhar um conjunto de princípios que, quando aplicados de forma coordenada entre as partes, conferem uma maior eficácia na orientação e controlo da aplicabilidade do planeamento - Princípios Biológicos, Princípios Metodológicos e Princípios Pedagógicos (Castelo et al, 2000).


Aos dias de hoje, a atividade prescritiva de exercício físico antecede modelos avaliativos quantitativos e qualitativos que permitem especificar quais as melhores estratégias a aplicar, de acordo com a individualidade biológica de cada individuo. Assim, cada profissional será capaz de priorizar as necessidades de cada aluno, antevendo um perfil de desenvolvimento das capacidades motoras condicionais e coordenativas, ou seja, desenvolver um planeamento que subsista a finalidade de desenvolver a aptidão física do praticante. Nesta linha, todo e qualquer planeamento deverá agregar 5 componentes que relacionam a aptidão física com a saúde, sublinhando 5 pontos fundamentais (ACSM, 2014): Aptidão Cardiorrespiratória; Composição Corporal; Força Muscular; Endurance Muscular; Flexibilidade.


Independentemente do objetivo, a avaliação física permite despistar quais as limitações que cada individuo possui para a prática de exercício físico, correlacionar fatores potenciadores de doença cardiovascular (por exemplo: tabagismo) e congregar algumas medidas fisiológicas relevantes para uma prática de atividade física em segurança, como por exemplo a Pressão Arterial e a Frequência Cardíaca de Repouso.


Apraz mencionar que o processo avaliativo é algo que não se esgota nos procedimentos acima mencionados. Avaliar deverá subscrever um ponto de vista não só quantitativo, como também qualitativo. Nesta linha, a avaliação da capacidade funcional assenta na melhoria de padrões de movimento que se demonstram essenciais na prática de exercício, como no desempenho das funções quotidianas. Assim, é através da análise observacional do movimento do aluno, com a adição de alguns testes complementares, que o professor irá conseguir identificar a disfunção dentro do padrão (exemplo: padrão respiratório inadequado) , e auferir uma estratégia condizente com o resultado e a atual “qualidade de movimento” do aluno.


Em jeito de conclusão, a avaliação física subscreve a base para uma correta prescrição de exercício físico. Com esta, o professor conseguirá auferir qual a estratégia mais eficaz, submetendo o aluno a um planeamento que engloba práticas e variáveis de treino (volume, intensidade, frequência) que vão de encontro aos objetivos e à capacidade/aptidão física de cada individuo.

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Referências bibliográficas:


American College of Sports Medicine (2014). ACSM guideline for exercise testing and prescription (9ª ed.) Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins


Castelo J, Barreto H, Alves F, Santos PM, Carvalho J, Vieira J (2000). Metodologia do treino desportivo (3ª Edição). Lisboa: Edições FMH-UTL.


Carneiro, D. (2011). Prescrição de exercício físico: a sua inclusão na consulta. Revista Portuguesa Clinica Geral. 27, 470-9.


Bibliografia de Apoio:


Cook, G. (2010). Movement: functional movement systems. Santa Cruz California: On Target Publications.


Gray, G. (2021). Certification in 3D Maps. Gray Institue.


Gray, G. (2021). CAFS. Gray Institue.

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